Completamente apaixonada. Por cada gesto, por cada palavra, por casa olhar, por cada atitude. Sua boca me lembra que estou extasiada de amor. Mas só eu estou? De repente a memória me traz à lembrança um passado não muito distante. Um passado que o tempo cobriu em rosas e a corou com a vergonha. O passado machuca, ele tem espinhos. Espinhos estes que estragam o meu direito em sentir prazer. É como se eu tivesse sido devastada por uma guerra e, no presente, tenho medo de dizer… como ouso respirar aqui com você! Você que me acompanha de maneira majestosa e imperial, exalando sinais e sentimentos. Neste momento eu percebo como sou só. Ao seu lado percebo que minha vida é a solidão que veleja em uma onda de esquecimento. E eu te vejo partir. Mas eu não quero que se vá! Deixe suas mãos ao meu alcance, amor! Não vire as costas para mim. Não vá embora, eu jamais desejei que isso acontecesse… não quero me sentir destruída perto de você… não até o último pulsar do meu coração.
O dia está acabando e o pôr-do-sol esconde minhas palavras nas sombras. Você nunca entendeu o que realmente sinto por você. Aqui e agora, de um modo longo e barulhento, o meu coração chora. E no fundo dele, um eco dos meus pensamentos o aflige pedindo para que você não vá embora. Eu estou a um passo de você, deixe suas mãos ao meu alcance! Como eu poderia querer que você sumisse? Não… eu não quero me sentir destruída tão perto de você. Até o último e efêmero pulsar do meu coração, não quero me sentir assim.
(…)